O relatório de ameaças DDoS do segundo trimestre de 2025, publicado pela Cloudflare, revelou os principais locais e origens dos ataques, apontando que a maioria dos ataques é orquestrada por empresas visando seus concorrentes. Este cenário traz à tona insights importantes sobre o comportamento das ameaças digitais atuais e quem são as vítimas e perpetradores mais frequentes desses ataques.
Você já parou para pensar qual é a verdadeira origem dos ataques de negação de serviço distribuída? E quais setores sofrem maior impacto? Entender essas questões é fundamental para empresas que buscam proteger suas operações digitais e manter a integridade dos seus serviços online. A análise dos dados levantados pela Cloudflare oferece uma visão abrangente sobre o panorama atual desses ataques, destacando os países, setores e redes mais envolvidos.
Quem São os Principais Atacantes Identificados?
Segundo pesquisa realizada pela Cloudflare com seus clientes, 29% deles conseguiram identificar a fonte dos ataques DDoS sofridos. Entre esses, 63% atribuíram a autoria dos ataques a concorrentes comerciais, principalmente nos setores de criptomoedas, jogos e apostas online.
Além disso, 21% dos entrevistados que identificaram os responsáveis apontaram ataques patrocinados por governos ou agentes estatais. Outros 5% relataram ataques acidentais devido a falhas de configuração nos próprios servidores, conhecidos como self-DDoS.
Essa dinâmica ressalta que, embora a maioria dos atacantes permaneça anônima (71% desconhecem o causador do ataque), a competição entre empresas é um dos principais motores das ações maliciosas no ambiente virtual, sobretudo em setores altamente competitivos.
Países Mais Visados pelos Ataques DDoS
Surpreendentemente, a China lidera a lista dos países mais atacados, subindo da terceira para a primeira posição. O Brasil também apresentou um salto significativo, alcançando o segundo lugar. Por outro lado, países como Turquia e Hong Kong tiveram uma queda significativa em sua colocação, enquanto o Vietnã subiu extraordinariamente quinze posições.
- China
- Brasil
- Alemanha
- Índia
- Coreia do Sul
- Turquia
- Hong Kong
- Vietnã
- Rússia
- Azerbaijão
Essa distribuição territoria mostra que os ataques DDoS não se concentram apenas em países com maior número de negócios ou infraestrutura digital, mas podem estar ligados a fatores geopolíticos e econômicos regionais.
Setores com Maior Incidência de Ataques
De acordo com o relatório, o setor de telecomunicações é o mais atingido, seguido por serviços de internet e tecnologias da informação. Os segmentos de jogos e apostas online também aparecem entre as indústrias mais visadas, testemunhando o interesse maligno em plataformas de grande movimentação financeira e de usuários. O setor financeiro e o varejo completam a lista dos dez setores mais atacados.
- Telecomunicações
- Internet
- Tecnologia da Informação e Serviços
- Jogos
- Apostas e Cassinos
- Serviços Financeiros e Bancários
- Varejo
- Agricultura
- Software
- Governo
Essa diversidade demonstra a amplitude do alcance dos ataques DDoS e a necessidade urgente de proteção cibernética em múltiplas frentes.
Origem Geográfica dos Ataques: Países e Regiões
Entre os países que mais originam ataques DDoS, a Indonésia lidera o ranking, seguida por Singapura e Hong Kong. A Ucrânia aparece em quinto lugar, ainda que existam questionamentos sobre a origem exata desses ataques dentro do território ucraniano, especialmente em regiões sob ocupação. É importante destacar que a origem do ataque nem sempre indica culpa direta do país apontado, pois muitos ataques se aproveitam de redes VPN, proxies ou máquinas comprometidas.
Observação relevante feita pela Cloudflare indica que o sistema de localização geográfica dos ataques considera o ponto de entrada na rede da empresa, não necessariamente o local real do atacante. Isso é crucial para compreender melhor a atribuição de ataques sem prejulgamentos.
- Indonésia
- Singapura
- Hong Kong
- Argentina
- Ucrânia
- Rússia
- Equador
- Vietnã
- Países Baixos
- Tailândia
Redes e Provedores que Mais Originam Ataques
Os números autônomos (ASNs) estão relacionados a redes específicas que operam diversas conexões na internet. Entre os principais responsáveis pela origem dos ataques, entidades como Drei-K-Tech-GmbH, DigitalOcean e Hetzner figuram no topo do ranking, refletindo a presença significativa desses provedores na distribuição dos ataques.
É notável que três desses provedores – Hetzner, DigitalOcean e Drei-K-Tech-GmbH – dominam cerca dos três primeiros lugares, sendo responsáveis por um grande volume dos ataques DDoS observados. Outras empresas renomadas, como Microsoft, Tencent, OVH, Google Cloud Platform e Alibaba, também aparecem na lista, destacando que grandes provedores de nuvem são alvos ou pontos usados para orquestrar ataques.
- Drei-K-Tech-GmbH
- DigitalOcean
- Hetzner
- Microsoft
- Viettel
- Tencent
- OVH
- Chinanet
- Google Cloud Platform
- Alibaba
Oportunidades para Mitigar Ataques DDoS
O combate aos ataques DDoS pode ganhar força com a colaboração entre provedores de hospedagem, serviços de nuvem e provedores de internet. A Cloudflare destaca seu programa de compartilhamento gratuito de informações sobre botnets, o “DDoS Botnet Threat Feed”, que já conta com mais de 600 organizações inscritas, facilitando a identificação e desativação rápida de contas abusivas.
Essa cooperação é fundamental para reduzir o número e a intensidade dos ataques, protegendo não só as vítimas diretas, mas todo o ecossistema online. Além dos ataques DDoS, bots também são utilizados para explorar vulnerabilidades, tornando essencial a integração entre empresas para criar um ambiente digital mais seguro.
À medida que mais provedores aderem a essas iniciativas e investem em tecnologias avançadas de detecção e mitigação, o cenário pode melhorar significativamente para usuários, empresas e governos que dependem da infraestrutura digital.